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Atualidade 1 de Setembro de 2020

A mudança dos edifícios corporativos pós Covid-19

Leonardo Jacomini

Resumo do texto

  • Webinar do enredes discutiu as principais mudanças nos edifícios corporativos pós-pandemia;
  • Os edifícios poderão contar com novas preocupações, como a renovação do ar dentro do ambiente, comando de voz e adoção de tecnologias que automatizam e dispensam o toque;
  • Smarts Buildings devem ganhar espaço e centralizar a experiência humana no ambiente de trabalho;
  • Empresas e profissionais devem estar atentos às novidades do setor e fomentar as importantes mudanças no setor.

Tratando-se de experiências em plena pandemia de Covid-19, espera-se mudanças atitudinais em diversas vertentes de negócios. Não diferente disso, os projetos e os edifícios corporativos prontos devem se abrir para a chegada de uma nova realidade. 

No webinar realizado pelo enredes no canal do YouTube, Roberto de Souza recebeu Elena Gonzales, da Hines, Wagner Oliveira, do CTE, Tiago Alves, da Regus e Anderson Bruno, da LG, para um debate sobre as mudanças que devem impactar os edifícios corporativos pós Covid-19.

Os empreendimentos devem começar a ver mudanças desde já. Certamente, depois que a pandemia se acalmar, novos protocolos devem ser adotados de forma definitiva dentro das empresas. Ações de higienização e distanciamento deverão ser incorporadas à rotina dos escritórios, enquanto construções serão repensadas ainda em formato de projeto.

Cuidados para a retomada

Alguns cuidados devem ser tomados e observados durante este momento, ainda mais quando se pensa em retomada dos negócios no setor imobiliário. A maioria das empresas, pelo menos aquelas que sempre se dedicaram aos seus colaboradores, adotaram atitudes contra o risco de contaminação desde o começo.

Máscaras de proteção, luvas, álcool em gel e até treinamento de pessoal com médicos epidemiologistas foram algumas das precauções para os trabalhadores das obras e escritórios, logo que se aproximou do Brasil o novo coronavírus.

Elena recorda que, a Hines se baseia em três pilares para a retomada corporativa, que são: saúde, segurança e pessoas. Essa é uma fase de testes para a volta. Rever espaços nos escritórios, organização de reuniões e protocolos de higienização e distanciamento, são as novas preocupações das empresas.

Muitas organizações planejam a flexibilização da jornada de trabalho em sistema de rodízio, essas preocupações estão voltadas à segurança do colaborador.

O que deve mudar nos edifícios corporativos pós-pandemia

Anderson espera que os edifícios notem maior preocupação quanto à renovação do ar nas construções. Pensar em uma climatização onde ocorra uma circulação do ar de dentro para fora deve ser uma das inovações esperadas, pensando na saúde de todos daquele ambiente. Ações como essa, serão importantes e bem vistas, analisando que todos aumentaram o conhecimento sobre a transmissão de vírus nesses últimos tempos.

Já Tiago, aposta na tecnologia como essencial no setor dentro dessa nova realidade. O comando de voz deve vir forte e ter alta demanda. Ações tecnológicas devem repensar a forma de prevenir contaminações, de forma eficiente e segura, como o caso da automação, que elimina o toque em superfícies, lembra ele.

A adoção do digital é a nova preocupação da cadeia imobiliária, onde processos ainda não são totalmente digitalizados. A inteligência artificial vem para agilizar as tomadas de ações e também prevenir futuras crises, como a de agora. Por isso é tão importante se atentar às mudanças que esse período exige, tanto dos empresários quanto dos colaboradores, da ponta do projeto à execução final.

A forma de trabalhar também deve enfrentar mudanças

Com essa pandemia, percebemos que a adoção de novas práticas aqui no Brasil são sempre mais demoradas. A questão da máscara de proteção por exemplo, que é adotada em outros países assim que uma pessoa tem sintomas de gripe, por aqui, em meio a uma pandemia, foi difícil convencer a população da importância da utilização.

Isso mostra o quanto ainda somos carentes de agilidade em processos e tomada de decisões, reforça Wagner. Ele diz ainda que, o que já é tendência lá fora, na questão de gestão de desempenho remoto e focado realmente em resultados, passe a ser bem vista aqui.

Para Tiago, as empresas não estão totalmente preparadas para a adoção do home office e o modo de exercer esse tipo de trabalho deve ser olhado com cuidado. Ele lembra que a execução do remoto, que muito se fala na adoção definitiva, é uma questão de pensar como uma extensão da empresa acontecerá na casa do colaborador.

As organizações precisam se preocupar com as particularidades do home office, a ergonomia, disponibilização de ferramentas, equipamentos e ainda reembolsar todas as despesas do colaborador por trabalhar em casa. Não se trata só de mesa e cadeira para fazer o trabalho, ressalta Tiago.

Os impactos de novos projetos no futuro

Consenso entre os convidados, a adoção da tecnologia que se fez tão clara durante essa pandemia, deve evidenciar os empreendimentos chamados de Smart Building, os edifícios com controles centralizados e automatizados que compreendem diversos sistemas, como ventilação e iluminação, por exemplo.

A tendência desses projetos, segundo Tiago, é que se centralize a experiência do ser humano no ambiente de trabalho. No futuro, será preciso repensar prédios ecossustentáveis, com energia limpa, reutilização e o bem estar das pessoas.

Para Anderson, uma das fortes tendências é sobre a questão da mobilidade. Os indivíduos devem morar perto do trabalho e essas “estações de trabalho” deverão estar distribuídas pela cidade, tirando-as dos grandes centros comerciais.

Wagner também acredita em construções mais inteligentes daqui para frente, que o futuro deve trazer a tecnologia para a ponta, para o dia a dia do setor imobiliário, com o gerenciamento das construções de edifícios acontecendo como prioridade. Será a mudança da dinâmica atual. Elena complementa dizendo que, não deve haver uma perda de empregos, mas que eles devem mudar de posição.

Por isso é tão importante que empresas e profissionais fiquem atentos às alterações e acompanhem os movimentos do mercado e de novas ações ao nosso redor, pois as transformações e atualizações que essa pandemia promoveu, devem ser incorporadas ao nosso futuro tão próximo, e quem não acompanhar, certamente ficará de fora.

Acompanhe o webinar: