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Tecnologia 13 de Novembro de 2019

RCD aborda tecnologias digitais na fase de operação

Nesta terça-feira (12/11) aconteceu a última estação de trabalho de 2019 na sede do CTE. Representantes das empresas que integram a Rede Construção Digital participaram do evento que teve como tema “Tecnologias digitais no pós-obra: assistência técnica e operação” e discutiu como uma nova geração de produtos, tecnologias e ferramentas estão sendo utilizadas no pós-obra e moldando um novo caminho para a construção civil.

Camila Kfouri, da Método Engenharia, falou sobre o ciclo do BIM, as suas dimensões e apresentou aplicações práticas do BIM 6D. Segundo a engenheira, 85% dos custos de uma obra correspondem à operação e manutenção, enquanto 15% referem-se às fases de projeto e construção. “Quando falamos em BIM 6D, podemos destacar diversos benefícios como a incorporação de dados consistentes desde a etapa de construção, maior rastreabilidade das informações de operação e manutenção, visualização de dados diretamente no modelo BIM e facilidade de executar projetos de reforma em uma plataforma 3D”, explicou.

Em seguida, Maurício Hino, do CTE, Sérgio Oliveira, da Rocontec e Felipe Kobylko, da Stog, falaram sobre a utilização da ferramenta CTE Desempenho para cumprimento da NBR 15575. “Essa ferramenta fica na nuvem e ajuda a guiar a empresa no cumprimento de todos os requisitos da norma. Nós montamos um plano de providências que uma obra tem que adotar para garantir que ela atenderá 100% dos requisitos. O volume de informações é muito grande e, ter uma ferramenta que organize tudo em um único lugar, de forma online e disponível a todos. É muito mais ágil”, explicou Maurício.  

O Diretor de Operação Sustentável do CTE, Wagner Oliveira, abordou a importância da medição e monitoramento para garantir um melhor desempenho operacional das edificações. De acordo com ele, o mercado de prédios corporativos passou por um processo de mudança e começou a embarcar tecnologia para aumentar os níveis de eficiência que as normas exigem. “Quando falamos de prédios residenciais, o primeiro desafio é entender a nova filosofia de conectividade, ou seja, repensar as redes de redistribuição dos edifícios. É preciso olhar as tecnologias de uma forma mais sistêmica, olhar para as integrações dos sistemas e começar a embarcar tecnologia para entregar uma estrutura de alta qualidade”, afirmou.

Neste contexto, Maria Alice Grigoli, da LG, apresentou as novidades da Casa Conectada LG e como os consumidores poderão entender de que forma a inteligência artificial auxilia na praticidade e conforto do dia a dia. “Quando falamos de casa conectada, estamos falando da junção de quatro ferramentas: internet das coisas (IoT), inteligência artificial, rede network e uma nuvem para armazenar os dados. Por meio de um hub, nós conectamos todos os dispositivos de segurança, eletrodomésticos, iluminação, eletrônicos, enfim, todos os níveis de uma casa para trazer mais eficiência energética e melhorar a experiência do usuário”.

Ainda sobre o tema smart buildings, Marcos Felicio, da Schneider Eletric, falou sobre a era dos advisors, apresentou um sistema de automação predial. “Há 20 anos já tínhamos sistemas de automação muito parecidos como os de hoje, inclusive estruturas de fibra ótica e até agora a gente ainda está discutindo se vai ter equipamento e infraestrutura. Onde estamos errando? Não está faltando técnica, nem desenvolvimento, mas inteligência”, disse. “Tecnologia, equipamentos, dados nós já temos. Precisamos começar a usar isso de forma adequada”, finalizou Marcos.

MISSÃO CHINA
Para encerrar a programação, Gabriel Borges, consultor de tecnologia do CTE/enredes, fez um breve balanço sobre a Missão China, realizada no mês de outubro pela Rede Construção Digital. Gabriel destacou os principais locais visitados pela delegação, além das tecnologias utilizadas. Gualter Afonso Jr., diretor da Alphaville Urbanismo, foi um dos integrantes da delegação e falou sobre a experiência. “Participar dessa missão e entender o nível de tecnologia em que os chineses estão em relação à construção foi muito bom. Foi impressionante entender a força do país no que diz respeito às novas tendências e o que já é realidade no mundo”, contou. Para o outro participante, Rogério Moreira Jacobsen, CEO da Solmove, “os chineses trabalham muito com automação e o que mais me chamou a atenção é que eles realmente fazem acontecer as coisas em uma velocidade muito grande. Você respira tecnologia lá”.

O evento encerrou o ciclo de estações de trabalho deste ano. O CEO do CTE/enredes, Roberto de Souza, fez um balanço das ações de 2019. “As workstations foram bastante positivas. Conseguimos navegar por vários temas, desde o BIM aplicado nas fases de projeto, de obras, passando por marketing digital, chegando às tecnologias aplicadas em obra, discutindo o papel dos fabricantes no setor e concluindo com as tecnologias digitais na fase de operação. Envolvemos todos os agentes da cadeia produtiva que estão na RCD em discussões muito enriquecedoras e produtivas neste ano”, afirmou.

Bob ainda aproveitou a oportunidade para falar sobre os próximos encontros da RCD e as expectativas para 2020. “Vamos encerrar o ano com mais um encontro, desta vez para falar sobre o papel das startups e como promover o encontro para gerar negócios entre elas e as empresas integrantes da Rede Construção Digital. Para o ano que vem, vamos aprofundar ainda mais as discussões sobre tecnologias digitais e os impactos no setor da construção, trazendo para o centro do debate as inovações voltadas aos sistemas construtivos, como construção modular, steel frame, wood frame, construção metálica, pré-fabricados de concreto, entre outros”.