Planejamento, gestão e governança corporativa

de empresas, empreendimentos, projetos e obras: tendências e práticas

Encontro de Diretores e Gestores da Construção

No dia 03/06/14, nove palestrantes e 272 profissionais da cadeia produtiva da construção participaram do Encontro de Diretores e Gestores da Construção promovido pelo CTE/EnRedes.

Foram debatidas as perspectivas do mercado imobiliário e as tendências da construção em relação ao atual panorama da economia brasileira, e apresentadas experiências e soluções relacionadas ao planejamento, gestão e governança que as empresas líderes estão aplicando nas diversas áreas da organização e em seus empreendimentos, projetos e obras.

Na programação ao lado, você pode acessar as palestras e os cases apresentados.

Abaixo, você confere as principais reflexões deste encontro.


Tendências do mercado da construção

O Brasil tem apresentado uma série de indicadores que reforçam a avaliação de que a atividade econômica está em desaceleração.  O resultado fraco do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2014 (quando o crescimento foi de apenas 0,2% e o investimento recuou pelo terceiro trimestre consecutivo), a alta dos preços superior à esperada e a inflação se mostrando difusa em vários setores, remetem a uma previsão de expansão entre 1,5% e 2% do PIB em 2014.

Embora a estimativa do PIB da construção civil (crescimento de 0,8% em 2014 e de 1,6% em 2015) esteja abaixo dos resultados dos últimos anos, o setor tem apresentado um bom desempenho diante da produção nacional, com perspectivas de manter esse patamar de desenvolvimento nos próximos anos, principalmente pela continuidade do crédito imobiliário, pela necessidade de dar conta do alto déficit habitacional e pelos investimentos previstos em infraestrutura.

Diante da volatilidade dos preços e ofertas, é importante ressaltar que o mercado imobiliário é cíclico por natureza, sempre trabalhará em ondas e, agora amadurecido, impacta e será impactado pelas variáveis macroeconômicas (como investimento, poupança, juros, salários, etc.). A alta de preços dos imóveis nos últimos anos, principalmente no segmento residencial, demonstra que havia uma demanda represada, que tende a se normalizar, observando-se já uma ligeira redução nos valores de venda em todo país.

Não há indícios de bolha imobiliária no mercado brasileiro, apenas problemas localizados em alguns setores, como na oferta excessiva e além da demanda de imóveis corporativos de alto padrão e de lojas comerciais, ainda com altos preços.

Tendências e práticas de governança de empresas

A inserção da sustentabilidade como valor estratégico de uma companhia implica no alinhamento entre o discurso e a prática e na coerência e transparência nos princípios definidos para um novo modelo de governança corporativa, que incorpora os conceitos da sustentabilidade em todas as esferas da empresa, permeando-os nas relações com os colaboradores, os fornecedores, clientes e sociedade.

Para alcançar bons resultados financeiros, é importante que a companhia adote um modelo de negócio, pensando sempre em retornos maiores e em mensurar como terá melhor desempenho e mais qualidade de resultados. Alguns passos importantes para escolha desse modelo: definir em que segmentos a empresa terá condições de atuar e que com diferenciais (comercial, residencial, alto, médio ou baixo padrão); como utilizará recursos próprios e investimentos tomados para que mantenham um equilíbrio durante o longo período de construção do imóvel e não provoquem endividamento do patrimônio; como formará um banco de terrenos e concentrará as vendas de seus imóveis; se propiciará financiamento aos clientes pela própria empresa; como contará com sua própria equipe de engenharia e de execução, etc.

Diferenciais estratégicos são fundamentais para as empresas enfrentarem a acirrada competitividade do mercado da construção. Entre eles, pode-se destacar a diversificação de atuação em diversos segmentos; a adoção da industrialização para o aumento a produtividade e de ferramentas que tragam ganhos em velocidade, precisão e qualidade; a adoção da sustentabilidade nas várias esferas da empresa e empreendimentos; o investimento na capacitação e qualidade da mão de obra e na redução de acidentes; a inovação como foco de governança corporativa e da cultura da empresa.

Tendências e práticas de governança de empreendimentos, projetos e obras

Os bairros planejados e sustentáveis serão tendência no mercado. Focados em sustentabilidade, essas grandes áreas de uso misto, com torres corporativas, residenciais, instalações comerciais e de lazer, concentram a ideia de cidades compactas: impactam menos no entorno, adotam uma série de recursos e inovações, desde novas tecnologias para a geração de energia térmica solar, reuso de água, até infraestrutura para ciclovias, carros elétricos, áreas verdes e de lazer, que propiciam melhor qualidade de vida aos moradores e usuários.

A área de projetos vem ganhando espaço nas empresas construtoras e incorporadoras, sendo valorizada como uma área importante para o resultado dos negócios, uma vez que contribui com a minimização dos riscos e maximização dos acertos, intermediando as expectativas da área de negócios e as demandas da engenharia, que executa a obra. Faz parte da gestão desta área a captação e distribuição de informações, além do planejamento e acompanhamento do projeto desde a concepção até a entrega final do empreendimento para garantir a qualidade do produto planejado.

A área de engenharia é o principal pilar de uma construtora, está presente em todas as fases do negócio e do empreendimento, desde o estudo do terreno e desenvolvimento do projeto até a entrega do produto final ao cliente. Por isso, deve ser bem estruturada e comprometida com a cultura e os valores da empresa, e contar com uma equipe qualificada, o que significa investimentos em treinamentos, educação continuada, retenção de talentos e num bom ambiente de trabalho. A gestão e controle dos gastos, custos e orçamentos é atribuição da engenharia, que deve prever eventuais problemas nas obras e para a companhia.

O uso de novas ferramentas – como o BIM, aplicativos para controles e desenvolvimento de indicadores, tecnologias de comunicação à distância, entre outras – foi destaque na gestão de empreendimentos para garantir custos, prazos, precisão e qualidade do produto.

 

 

PROGRAMAÇÃO 03/06

Clique nos nomes dos palestrantes para acessar os currículos

8h00 Credenciamento | Good Morning Coffee

8h30 Abertura |

Roberto de Souza (Presidente do CTE)

 

Painel I - Tendências do mercado da construção

8h45 Economia brasileira e perspectivas para o mercado da construção

Amaryllis Romano (Economista - Consultora Sênior do Setor da Construção)

9h25 Perspectivas do mercado imobiliário: readequação ou bolha imobiliária?

Claudio Tavares de Alencar (Professor da Escola Politécnica da USP – Núcleo de Real Estate)

10h05 Debates

10h35 Coffee Break

 

Painel II – Tendências e práticas de governança de empresas

11h05 Práticas de governança corporativa e sustentabilidade em empresa incorporadora

Carlos Eduardo Terepins (Diretor Presidente da Even)

11h35 Planejamento, gestão e desempenho financeiro das empresas de capital aberto: o case EZTEC

Emílio Fugazza (Diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Eztec)

12h05 Planejamento estratégico e diferenciais competitivos de empresas de engenharia

Hugo Vinicius Scherer Marques da Rosa (Diretor Presidente da Método Engenharia)

12h35 Debates

13h05 Almoço

 

Painel III – Tendências e práticas de governança de empreendimentos e obras

14h15 Planejamento, gestão e governança de empreendimento de desenvolvimento urbano sustentável: case Parque Global

Luciano Sérgio Amaral Alves (Diretor da BENX)

14h45 Planejamento, gestão e qualidade de projetos em empresas incorporadoras e construtoras

Patricia de Campos Valadares (Diretora de Produto e Projetos da Rossi Residencial)

15h15 Planejamento, gestão e controle de obras de incorporação: uma visão nacional

Antonio Carlos Zorzi (Diretor de Engenharia da Cyrela)

15h45 Projeto, planejamento e gestão de obras institucionais e industriais

Marcelo Pulcinelli (Diretor de Engenharia da MATEC)

16h15 Debates

17h00 Coquetel de confraternização

DESTAQUES DO ENCONTRO

A emissão de gases de efeito estufa (GEE) deste evento foi calculada pelo CTE e foram plantadas pela empresa Curupira 66 árvores para neutralizar os efeitos das emissões de CO2.

Total de emissões do evento (kgCO2e) = 11,589

Capacidade média de retenção de CO2 por árvordurante 20 anos = 175 kg

Número de árvores plantadas para neutralização de GEE deste evento = 66

ENTREVISTA

Roberto de Souza, Diretor Presidente do CTE, comenta sobre planejamento, gestão e governança na construção e os caminhos que as empresas deverão trilhar para diminuir seus riscos e aumentar sua eficiência e produtividade.

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