Industrialização & gestão da produtividade na construção

Análises e soluções para o aumento da produtividade e elevação da industrialização da construção

No dia 15/09/16, oito palestrantes, três mediadores e 150 profissionais da cadeia produtiva da construção participaram da terceira oficina temática do ano promovida pelo EnRedes – Industrialização e gestão da produtividade na construção.

Foram apresentados conceitos de gestão da produtividade e discutida a produtividade na construção, além de debatidas soluções de projetos e práticas de gestão, sistemas construtivos industrializados e seus impactos na produtividade.

A oficina, organizada para que os participantes pudessem trocar impressões e interagir diretamente com os palestrantes, teve a participação ativa de todos os presentes, propiciando também um ambiente bastante favorável à troca de conhecimentos e muito agradável para o networking no decorrer do dia.

 

Conceituação e Aplicação de Produtividade

O primeiro painel desta oficina tratou de conceitos e do panorama da produtividade no Brasil e no setor da construção. Alertou-se sobre os impactos da queda na atividade econômica no país, que hoje exige a consideração dos aspectos microeconômicos da atividade empresarial. Ou seja, os gestores deverão ter seus objetivos centrados na minimização de custos, maximizando a produção e a entrega de acordo com uma determinada disponibilidade de capital. O setor da construção, particularmente, apresenta baixos índices de produtividade, justificados ainda por altos índices de perdas de recursos e materiais, má utilização de mão-de-obra, falta de adoção de sistemas construtivos inovadores, principalmente os industrializados. Neste sentido, foram analisados alguns fatores que influenciam a produtividade do setor da construção, entre eles: a evolução do setor nos últimos anos, a formalização da mão-de-obra, a qualificação necessária dos trabalhadores, a expansão dos investimentos em capital humano e a evolução tecnológica. Foi também discutida a necessidade de se investir, pesquisar e adotar as inovações tecnológicas, sob vários aspectos da produção e em diversos processos, principalmente como meio para expandir os níveis de produtividade, uma vez que, aplicadas na construção e em canteiros, podem possibilitar ganhos de velocidade e economia no tempo de execução, diminuição da mão-de-obra, redução do desperdício de material, além de mais precisão na execução das obras e aumento na qualidade do produto final.

 

Práticas de Gestão da Produtividade

Diante dos atuais desafios econômicos do setor da construção, é necessário pensar e agir de forma a minimizar os grandes riscos que o mercado impõe. Em um cenário mais restrito, incorporar a gestão produtividade, além de considerar a qualidade, sustentabilidade, o desempenho e novas tecnologias foram os pontos comuns destacados pelas duas empresas, MRV e Novaes Engenharia, que palestraram no segundo painel da oficina. Reduzir custos, aumentar a produtividade e inovar estão na pauta das duas construtoras, que têm perfis, tamanhos e atuações bem diferentes no setor. A MRV apontou a produtividade como condição necessária em seus processos, demonstrando que a empresa atingiu um nível de maturidade e competitividade ao longo de sua história, em que é possível conhecer, desenvolver e adotar soluções inovadoras e eficazes em seus meios de produção. Nesse sentido, apresentou o nível de racionalização e industrialização em sua produção, conseguindo construir em maior quantidade, com melhor qualidade, a um custo menor, em tempo menor, de forma sustentável, facilmente replicável e com menor uso mão-de-obra. Já a Novaes Engenharia apresentou suas práticas de gestão com a aplicação de conceitos da Lean Construction, com os quais a empresa passou a considerar o máximo em sua produção, consumindo o mínimo, reduzindo as atividades que não agregam valor ao produto. Definindo um fluxo de produção em função do ritmo, escopos, recursos e terminalidade, a empresa adaptou os conceitos Lean às características peculiares e de variabilidade das obras para contribuírem com o aumento da produtividade.

 

Sistemas Construtivos Industrializados e seus impactos na produtividade

A produtividade foi também abordada no terceiro painel da oficina, sob o olhar de diversos sistemas construtivos industrializados. Na apresentação sobre os sistemas construtivos em pré-fabricados de concreto, além de ser detalhado o passo a passo do sistema e a forte ênfase em pesquisa e desenvolvimento, foi destacada a facilidade e simplificação da execução da construção. O canteiro de obras tende a ser, a partir da adoção de sistemas industrializados como os pré-fabricados, um local de montagem de sistemas e subsistemas com a mesma lógica das montadoras de veículos, focados no cliente e em tecnologia. Foram também apresentados cases e reflexões sobre o processo construtivo em paredes de concreto, em que se conferiu alta produtividade, baixo custo de construção, redução de mão-de-obra, otimização na gestão da obra, confiabilidade técnica, qualidade do produto e boa aceitação pelo usuário final. Os sistemas construtivos metálicos foram abordados segundo os fatores que influenciam a produtividade na construção. Desta forma, vários indicadores de desempenho e produtividade foram apresentados, detalhando-se itens de projeto, construção, interfaces com outros sistemas, demonstrando o ato grau de industrialização e racionalização em processos de montagem. Quanto aos sistemas construtivos em wood frame, foram apresentados vários cases, comparando-se desempenho, custos, tempo de execução, sustentabilidade e produtividade em relação ao uso de sistemas convencionais. Os debates ressaltaram que o setor não valoriza nem conhece a fundo de sistemas construtivos inovadores e industrializados, ignorando inclusive a possibilidade de se fazer o uso misto de sistemas inovadores e tradicionais, persistindo na construção convencional e na zona de conforto. Há muitas soluções e tecnologias disponíveis no mercado (muitas delas desenvolvidas e testadas há mais de 50 anos) que impactam na produtividade, e é necessário conhecer quais são as mais adequadas para cada caso, cada tipologia e escala de obra, de modo que possam agregar valor ao negócio, à produção e ao produto final. É necessário também desmistificar a complexidade e mostrar a viabilidade da adoção desses sistemas, uma vez que comprovadamente trazem inúmeras vantagens quanto à economia, redução de impactos e desperdícios, viabilidade técnica, diminuição nos riscos de implantação e manutenção, simplificação dos processos de produção e execução, facilidade na medição de resultados e eficácia da produção.

 

Na programação abaixo, você pode acessar as apresentações autorizadas para publicação pelos palestrantes

 

 

 

PROGRAMAÇÃO 15/09

Clique nos nomes dos palestrantes para acessar os currículos

8h00 Credenciamento | Good Morning Coffee

8h40 Abertura

 

Painel I - Conceituação e Aplicação de Produtividade

9h15 Conceito de Gestão de Produtividade

Otto Nogami (Professor do INSPER – Instituto de Ensino e Pesquisa)

9h45 Produtividade no setor da construção

Ubiraci Espinelli Lemes de Souza (Diretor da Produtime e da Indicon, Professor da EPUSP)

10h15 Debates - Moderador

Jorge Batlouni Neto (CEO da Tecnum)

10h45 Coffee Break

 

Painel II - Práticas de Gestão da Produtividade

11h15 Industrialização e produtividade na MRV

Flávio Vidal Cambraia (Gestor Executivo na MRV Engenharia)

11h45 A prática da ferramenta de Lean Construction em empresa incorporadora e construtora

Marcos de Vasconcelos Novaes (Presidente da Novaes Engenharia)

12h15 Debates - Moderador

Giancarlo De Filippi (Diretor da Unidade de Gerenciamento de Projetos & Obras do CTE)

12h45 Business Lunch

 

Painel III - Sistemas Construtivos Industrializados e seus impactos na produtividade

14h00 Case 1 - Sistemas construtivos em pré-fabricado de concreto

Carlos Alberto Gennari (Sócio e Diretor de Operações da Leonardi Construção)

14h20 Case 2 - Sistemas construtivos em paredes de concreto moldadas in loco

Ary Fonseca Jr. (Diretor da Signo Engenharia)

14h40 Case 3 - Sistemas construtivos em wood frame

José Márcio Fernandes (Sócio e Diretor de Tecnologia da Tecverde)

15h00 Case 4 - Sistemas construtivos em estrutura metálica

Ronaldo Martineli (Diretor em Soluções de Engenharia da Medabil)

15h20 Debates - Moderador

Luiz Henrique Ceotto (Diretor da Tishman Speyer do Brasil)

16h00 Encerramento

 

A emissão de gases de efeito estufa (GEE) deste evento foi calculada pelo CTE e foram plantadas pela empresa Curupira 30 árvores para neutralizar os efeitos das emissões de CO2.

Total de emissões do evento (kgCO2e) = 5.240

Capacidade média de retenção de CO2 por árvore durante 20 anos = 175,14

Número de árvores plantadas para neutralização de GEE deste evento = 30

 

Próximos eventos:
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