Caminhos para a Inovação na construção

e implantação do BIM

No dia 11 de setembro de 2013, 14 palestrantes e 268 profissionais da cadeia produtiva da construção participaram do evento ‘Caminhos para a inovação na construção e implantação do BIM (Building Information Modeling)’.

Na parte da manhã, foram debatidos os principais caminhos para a inovação, tanto os elementos estratégicos para a gestão da inovação e a cooperação entre universidade e empresa para o desenvolvimento da inovação, como as oportunidades hoje para a inovação na construção em produtos imobiliários, materiais, tecnologias e gestão de obras.

Na parte da tarde, foi discutida a evolução para implantação do BIM no setor da construção e os principais caminhos para implantação do BIM em construtoras, incorporadoras, projetistas e indústria de materiais.

Confira os caminhos apontados no evento, que devem fazer parte da Agenda Produtiva da Construção.


CAMINHOS PARA A INOVAÇÃO NO BRASIL

• Promover a Cultura da Inovação em todas as esferas das empresas, focada em estratégias e processos para o desenvolvimento de práticas de gestão, habilidades organizacionais e de pessoas alinhadas para a produção de resultados e de inovações, desde as incrementais em uma linha de produtos e serviços até as inovações que gerem novos produtos ou modifiquem o modelo de negócio das empresas.

• Modificar o ambiente de trabalho e de produção com o objetivo de alavancar a criatividade e a inovação, estimulando o trabalho colaborativo e com equipes multidisciplinares, cultivando as abordagens criativas, disponibilizando ferramentas e estruturas para a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico.

• Desenvolver uma liderança para a inovação, com capacidade para ver e criar oportunidades, estabelecer padrões de desempenho, identificar e desenvolver pessoas, fixar horizontes de crescimento, praticar uma postura proativa frente ao risco, erro e fracasso.

• Criar Redes para a Inovação, que congreguem o conjunto de atores, ações e mecanismos relativos ao processo de inovação e empreendedorismo em todas as esferas.

• Mapear os ecossistemas inovadores e criar núcleos de inovação envolvendo a cadeia de valor das empresas e outros stakeholders, como órgãos governamentais, instituições de ensino e pesquisa, para que cooperem entre si com novos caminhos para a pesquisa, o desenvolvimento tecnológico e a gestão da inovação, colaborem com transparência para uma postura proativa neste sentido, repensem a propriedade intelectual e reorientem os investimentos para a inovação.


CAMINHOS PARA A INOVAÇÃO NO SETOR DA CONSTRUÇÃO

• Analisar e rever os atuais princípios conservadores de competitividade e produtividade do setor da construção, e entender que a cadeia da produção é uma cadeia de valor e necessita estar alinhada às necessidades sociais, ambientais e econômicas das empresas da construção.

• Estimular uma liderança setorial para a inovação e redefinir prioridades para a produtividade setorial e das empresas, que devem envolver educação e capacitação de mão de obra, desenvolvimento tecnológico, do processo construtivo e de gestão, indicadores de desempenho, agilidade nas respostas ao mercado, menor custo, ambiente favorável ao empreendedorismo e obediências às normas.

• Abandonar a visão imediatista e os preconceitos tecnológicos e se apropriar da industrialização, de análises completas de impacto de tecnologias nos custos, na produção e nos negócios, espelhando-se em empresas que inovam, inclusive de outros setores.

• Investir nas áreas de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação das empresas, considerando-as como caminhos para o sucesso, maior competitividade e alta produtividade.

• Desenvolver novos processos construtivos e de gestão, utilizar as tecnologias já disponíveis, investir em novas e promover usos mistos, capacitando a mão de obra para novos meios de produção.

• Entender que inovar na construção significa também desenvolver e selecionar materiais apropriados, pensando tanto em soluções em larga escala, em vida útil, desempenho e alta produtividade (fazer mais com menos), como em soluções que agridam menos o meio ambiente e promovam mais a qualidade de vida, uma vez que os materiais do futuro são recicláveis, renováveis, geram poucos resíduos, promovem a redução de energia, protegem a saúde, têm baixa toxidade e baixa pegada de emissão de CO2.

• Trabalhar com o conceito de que a inovação na construção promove a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas, gera riqueza e estimula o crescimento, e por isso é necessário investir e desenvolver também novos produtos imobiliários, que contemplem a diversidade de clientes e de tendências, as necessidades das pessoas e cidades quanto à simplicidade, eficiência, conforto, sustentabilidade.

• Desenvolver programas de gestão da inovação dentro das empresas de forma a criar diferenciais competitivos em seus produtos, serviços e negócios.

• Promover o desenvolvimento de programas setoriais e a criação de redes de inovação que contem com diferentes agentes da cadeia produtiva da construção.


CAMINHOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO DO BIM EM INCORPORADORAS E CONSTRUTORAS, PROJETISTAS E INDÚSTRIA DE MATERIAIS

• Promover em toda a cadeia da construção o entendimento de que o BIM é um espaço que concentra e compartilha informações, análises e simulações de projetos, soluções técnicas e de construção de empreendimentos, e será inevitavelmente a ferramenta do futuro para se conceber e construir, onde todos acessarão, de forma integrada e colaborativa, todas as informações de qualquer lugar a qualquer hora.

• Promover a visualização e compreensão coletiva da tecnologia BIM, alinhando-a às particularidades do desenvolvimento dos projetos, da pré-construção, da construção e do uso e operação dos empreendimentos no Brasil (BIM 3D, 4D, 5D e 6D).

• Estimular núcleos de desenvolvimento tecnológico nas empresas e na cadeia do setor para estabelecer uma nova cultura e um conjunto de ações para o desenvolvimento dos materiais, dos projetos e das atividades da construção dos empreendimentos em BIM.

• Estimular a cooperação entre as empresas do setor e a colaboração entre os seus diversos stakeholders, de forma a conduzir tanto a capacitação de equipes diferenciadas e integradas, como a análise do potencial de aplicação do BIM.

• Discutir e reorientar, tanto no nível das empresas como no nível setorial e governamental, os investimentos em tecnologia, treinamento e novos produtos para modelagem em BIM.

• Programar a gestão integrada do BIM no setor da construção, vencendo a inércia tecnológica, quebrando os paradigmas e se dedicando mais tempo em projeto, de forma que se possa compartilhar contínua e rapidamente novas tecnologias, bibliotecas e modelos que impulsionem a eficiência da nova ferramenta.

• Caminhar em direção ao full BIM, onde se apontem caminhos concretos para que todos os projetistas complementares trabalhem em BIM, seja possível o fomento dos bancos de dados, a priorização da classificação de componentes, a criação de modelos para extração de quantitativos e de requisitos de sustentabilidade, de modelos para análises, de fabricação direta e detalhes específicos.

• Criar um modelo de linguagem que represente todos os elementos da construção civil brasileira (um modelo virtual tal qual o da indústria automobilística ou naval), captando informações para gerar um banco de dados consistente, desenvolver bibliotecas segmentadas e próprias com todos os itens necessários para as modelações.

• Caminhos recomendados para as empresas quanto à implantação do BIM: em primeiro lugar, conhecer em maiores detalhes a metodologia BIM, assim como seus aplicativos; em segundo, definir um objetivo a ser alcançado de acordo com o seu negócio (incorporação, projeto, construção, fabricação, gerenciamento, consultoria, etc.); em terceiro lugar, iniciar com a aplicação com casos práticos, visando se familiarizar com esta nova cultura; e, finalmente, promover a ampliação do escopo de aplicação do BIM de forma consistente e sustentada.

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