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Tecnologia 6 de Novembro de 2019

Tecnologias no pós-obra e smart buildings

Conceito vem se desenvolvendo com a integração dos sistemas e o avanço das tecnologias

Desde a década de 1980, uma nova geração de produtos, tecnologias e ferramentas vêm moldando um novo caminho para a construção civil. Apesar de ser conhecida como uma indústria atrasada em implementar novas tecnologias, à medida em que inteligência artificial, drones, realidade aumentada, impressão 3D, internet das coisas (IOT) e outras tecnologias continuam a crescer, as empresas do segmento já compreenderam que não podem ignorar a onda de inovação que as rodeiam e já se mostram prontas para investir nessas soluções. 

Um desses investimentos têm sido em sistemas de construções inteligentes, que cresceu consideravelmente nos últimos anos. Segundo estudos, o mercado global de construção inteligente deverá chegar a US$ 36 bilhões em 2020, o que reflete a sensibilização cada vez maior que as empresas têm sobre os benefícios que esse tipo de edificações pode agregar. Assim, o conceito de smart building ou edifício inteligente, vem se desenvolvendo com a integração dos sistemas e o avanço das tecnologias.

Os edifícios inteligentes são aqueles que utilizam mecanismos de gerenciamento automatizados e integrados para diminuir custos operacionais, eliminar desperdícios, mantendo a infraestrutura adequada. Utilizando tecnologias como IOT, Big Data e Inteligência Artificial, os edifícios inteligentes podem detectar de forma eficaz possíveis falhas e diagnosticá-las, melhorar a segurança de seus ocupantes e usuários ou medir o nível de saúde organizacional da empresa, entre muitos outros benefícios.

Toda essa tecnologia direcionada aos empreendimentos visa à redução de custos, diminuição do impacto no meio ambiente, melhoria da eficiência das construções e, principalmente, promover aos usuários conforto, segurança e sobretudo economia, seja em custos diretos (água, luz, telefone), quanto economia em custos indiretos, tais como manutenção e operação.

“Os smart buildings vão muito além do que simplesmente empreendimentos com alta tecnologia embarcada. Tudo começa trazendo inteligência para o processo de automação. São camadas de infraestrutura de comunicação que permitam que os equipamentos falem a mesma língua, ou seja, todos os dispositivos estejam integrados em uma mesma rede”, explica o Diretor de Operação Sustentável do CTE, Wagner Oliveira. 

“Uma vez resolvida a questão da infraestrutura, os smart buildings estão bastante instrumentalizados, não só com equipamentos, mas com sensores que permitam uma coleta de dados importantes para que o empreendimento consiga se moldar às necessidades dos usuários ou às condições climáticas”, afirma o diretor. Segundo ele, ter esses dados em mãos traz benefícios não só para o dia a dia da operação, mas também para a relação do proprietário com o usuário e para o planejamento de outros projetos. “Os dados servirão de base, muito mais importantes do que as simulações que são utilizadas hoje para determinar as características do projeto”, diz. 

Sobre a importância das empresas da cadeia produtiva investirem em smart building, Wagner afirma que, em relação aos prédios corporativos não faltam investimentos, mas uma visão de projeto, de uso e de longo prazo das edificações para fazer um processo mais integrado, garantindo que a automação seja colocada no centro da tomada de decisão. 

Já na área residencial, ele aponta que envolve um processo de mudança de cultura, de repensar sobre como entregar uma infraestrutura que permite um acesso à internet de alta velocidade, a interconectividade das unidades residenciais com o condomínio, a integração entre aparelhos como geladeira, televisão e assim por diante. “Há uma necessidade urgente do mercado de construção civil residencial começar a pensar o que realmente é um smart building, repensar as estratégias de negócio, trazendo pro centro o cliente, que está cada vez mais conectado e necessita de tecnologias mais inteligentes para viver melhor e ter mais resultados daquele espaço em que ele ocupa”, finaliza Wagner.