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Tecnologia 17 de Setembro de 2018

Por que migrar a sua empresa para o cloud computing?

Ambiente em nuvem facilita o processo de transformação digital e uso de tecnologias avançadas

 

A computação em nuvem, ou o cloud computing, no termo em inglês, já é realidade mundialmente para muitas empresas, desde a sua criação em 2009. No entanto, os primeiros projetos no setor da construção começaram a aparecer no Brasil apenas em 2017. É fato que ainda há muito aprendizado para o setor, mas considerando a vertiginosa evolução tecnológica, esse parece ser um caminho inevitável.

“Nenhuma empresa, que tem o objetivo de fazer com que seu negócio se transforme digitalmente, pensa em fazer isso sem o uso de tecnologias como Big Data, Inteligência Artificial (IA) e Internet das Coisas ou Internet of Things (IoT), no termo em inglês. E é aí que a nuvem se torna fundamental”, defende o presidente da Dedalus, Maurício Fernandes.

Além do ambiente em nuvem dar para as empresas a facilidade de uso dessas tecnologias sofisticadas, também tornou o seu custo mais acessível, em comparação ao que seria possível com ambientes convencionais de tecnologia.

Segundo Fernandes, há diversas oportunidades que já se aplicam ao setor da construção mundialmente. No entanto, considera que o mais importante é a empresa estar preparada para fazer o que chama de “jornada para cloud”. “Trata-se de um roteiro que requer etapas evolutivas, em que os aspectos humano e cultural se equilibram com o tecnológico. É uma maneira de garantir que a evolução traga, de fato, resultados duradouros para aquela empresa e aquele projeto”, conta.

Ele explica que, na fase inicial, o foco é trazer algumas soluções rápidas, fáceis e que não requerem grandes mudanças na empresa, mas que apresentem resultados mensuráveis em custo e agilidade. “Toda a infraestrutura de TI [Tecnologia da Informação] deve ser migrada para cloud (softwares, aplicativos, ERPs etc.), e-mails, comunicação e ferramentas de colaboração. Na sequência, devem ser migrados projetos básicos de data analytics, que tragam resultados para o negócio, mas que sejam viáveis sem transformar os processos de negócio já existentes”, diz.

A partir do sucesso desses projetos iniciais, as empresas terão o apoio necessário para realizar investimentos em projetos mais complexos e que trarão modernização ao negócio, na visão do executivo. E é neste ponto que se inicia o verdadeiro processo de transformação digital, que passa pelo reposicionamento da empresa como um todo. “Reinventar o posicionamento de cada empresa com tecnologias digitais é a transformação digital. É o motor da modernização de todos os setores da economia, inclusive da construção civil”, alega.

Entraves

Na avalição de Fernandes, toda a tecnologia nova surge com medos e altas expectativas. “Medo do novo, receio de não ter mão de obra preparada para lidar com as tecnologias, capacidade técnica dos profissionais e medo do investimento ser alto demais. Na verdade, falta conhecimento do mercado para comparar benefícios e ROI [Retorno sobre Investimento] e isso se dá em diversas áreas da economia, não apenas na construção civil”, alega.

Apesar disso, ele considera que a maturidade de cloud já está superando alguns pontos: há uma percepção clara dos profissionais de TI sobre o que essas tecnologias podem, de fato, representar para suas empresas e as áreas de negócios têm percebido cada vez mais que cloud computing é uma solução viável.

 

“Reinventar o posicionamento de cada empresa com tecnologias digitais é a transformação digital. É o motor da modernização de todos os setores da economia, inclusive da construção civil.”

Maurício Fernandes, Presidente da Dedalus
 

Segundo o executivo, para ajudar as empresas nessa fase de decisão pela migração para a nuvem, o ideal é que se conte com a ajuda de empresas especializadas em serviços de cloud. “Só assim é possível executar com propriedade a análise da necessidade real do cliente para detectar quais processos ele deve migrar para a nuvem ou não, que modelo de cloud deve ser adotada e quais as tecnologias e funções mais aderentes para cada modelo de negócio”.

A Dedalus é um Cloud Services Broker, ajuda as empresas em suas jornadas para cloud de ponta a ponta, desde o entendimento inicial das possibilidades, passando pela análise dessas oportunidades, análise de viabilidade do projeto, criação ou migração de ambientes para cloud até chegar na gestão destes ambientes. Sempre alinhada com as áreas de negócio e TI dos clientes.

Transformação digital

O uso adequado de cloud vai além de criar oportunidades para as empresas, pois realmente visa transformar as empresas, na visão do executivo. E essa transformação deixou de ser uma opção e passou a ser essencial para o cenário competitivo global que todos estão inseridos. “Atualmente, as construtoras enfrentam grandes desafios. É preciso ser mais eficiente, reduzir custos, atender aos clientes em prazos menores e, inclusive, ter processos mais sustentáveis. Organizando sistemas, processos e dados que estão em cloud computing e tratando esses dados de forma inteligente, é possível auxiliar na transformação digital dessas empresas”, diz.

Ele lembra que a indústria da construção é tradicionalmente conhecida por precisar driblar desperdícios de materiais, altos custos e prazos de obras. E que estudos apontam que cerca de 35% das despesas de uma obra são referentes ao desperdício de material e a trabalhos de reparação. “Por meio de Big Data e Business Intelligence, as construtoras podem identificar onde há desperdícios e atuar nesses gargalos”.

Para o executivo, a transformação digital, que tem em cloud computing sua base tecnológica, é uma revolução nas bases de cada empresa, de todos os setores da economia, no mundo inteiro. “Não há mais espaço para discutir ir ou não, a pergunta que podemos ajudar a responder é “como ir?”, pois o “quando ir” é agora”, reforça.

Case AutoDoc

Há 16 anos no mercado, o AutoDoc atua no fornecimento de softwares e aplicativos para a gestão das empresas, projetos e obras no mercado da construção. Oferece soluções e produtos na modalidade SaaS - Software as a Service, com mobilidade. Em entrevista para o EnRedes, a CEO da empresa, Ana Cecília Tobias Ribeiro, falou sobre a migração dos serviços da empresa para o cloud computing, realizada há 4 anos.

 

“Temos que ter uma cultura de inovação dentro da nossa empresa, bem como processos bem definidos e que são compatíveis com esta nossa 'inquietação' pela inovação.”

Ana Cecília Tobias Ribeiro, CEO do AutoDoc
 
EnRedes: Em que momento e por que o AutoDoc optou por utilizar o cloud computing?

Ana Cecília: Quando começamos o AutoDoc, há mais de 16 anos, não existia esse conceito difundido. Tínhamos servidores próprios, o que hoje é totalmente inconcebível. Há mais ou menos quatro anos, decidimos migrar para cloud, e escolhemos a melhor empresa para o nosso negócio, AWS (Amazon Web Services), com um provedor de serviços que é a Dedalus, empresa que nos apoia e presta serviços no Brasil. Independentemente disso, tivemos que profissionalizar a nossa equipe e mudar a nossa plataforma tecnológica para nos adequarmos aos serviços e ferramentas da AWS. Depois de utilizar uma nuvem de alta performance como a Amazon, o nosso grau de maturidade também mudou, e trabalhamos com equipe interna de Devops (Desenvolvimento e Operação) dedicada as nossas aplicações.

EnRedes: Como se deu o processo para utilização da nuvem?

Ana Cecília: Depois de aprendermos quais eram os recursos oferecidos pela nuvem AWS, que agregariam valor ao nosso negócio e ao do nosso cliente, iniciamos um processo de transição, que demorou quase um ano. Isso é importante ressaltar, pois ir para nuvem e não utilizar tudo que ela oferece como recursos tecnológicos – inclusive com adequações baseadas em releases semanais – a mudança acaba gerando valor por si, mas não a transformação que pode ser potencializada.

EnRedes: Atualmente quais são os principais serviços e produtos ofertados pelo AutoDoc que podem melhor exemplificar o uso da nuvem?

Ana Cecília: Todos os nossos produtos estão na nuvem, até porque somos uma empresa SaaS. No entanto, dentro do nosso portfólio, utilizamos serviços múltiplos de nuvem, que estão ligados à vocação e ao uso do produto. Para serviços de armazenamento mais demandados, como o AutoDoc Projetos, temos integração com o serviço S3 - Serviço Amazon de Armazenamento. Para produtos AutoDoc como a FVS4 versão mobile, nosso novo lançamento para inspeção de obras, onde o usuário tem a opção de utilizar um híbrido mobile off-line e on-line, e que utilizamos fortemente o android do google, a demanda da nuvem é outra, e as funcionalidades da nuvem podem ser utilizadas além de IaaS - Infraestructure as a Service. É muito inovador e positivo para o cliente em termos de performance e qualidade de serviço. Hoje, nesta versão nova da FVS4, as sincronizações acontecem automaticamente, e o cliente pode promover uma troca de dados entre mobile e web com alta performance.

EnRedes: No dia a dia, como utilizam a nuvem? Há um enorme tráfego de dados, poderia comentar sobre a confiabilidade desse sistema?

Ana Cecília: Nossos sistemas suportam grande tráfego de informações diárias, a partir do uso dos nossos mais de 192 mil usuários ativos. Outro diferencial que conseguimos atender é o volume que os equipamentos trocam em campo com as nossas plataformas web, visto que, depois de mais de 10 anos trabalhando os nossos produtos para esta vocação, entregamos um resultado concreto e objetivo para o nosso cliente.

EnRedes: Na sua opinião, quais são os principais desafios e benefícios da utilização da nuvem nos negócios?

Ana Cecília: Hoje os recursos tecnológicos disponíveis na nuvem são muitos e o grande desafio é ter o melhor recurso, viável para o nosso mercado de atuação que é a construção, em múltiplos sites de empreendimentos ao mesmo tempo. Para isso, o investimento em pessoas capacitadas tem que ser contínuo, bem como o pensamento constante e melhoria de produtos, frente ao que melhor se adequa a necessidade real do cliente. E isso tudo é muito dinâmico e temos que ter uma cultura de inovação dentro da nossa empresa, bem como processos bem definidos e que são compatíveis com esta nossa “inquietação” pela inovação.

 

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