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Tecnologia 12 de Julho de 2018

Inteligência Artificial: realidade ou futuro na construção civil?

RCD aprofunda o tema IA e analisa aplicações na construção

 

O termo Inteligência Artificial (IA) foi criado em 1956 pelo professor norte-americano John McCarthy, que previa uma sociedade distante, em que máquinas poderiam resolver problemas no lugar de humanos. Conceito que pode ter sido um tanto assustador para a época, ao se imaginar que grandes máquinas e robôs tomariam conta das atividades humanas e dominariam o mundo por adquirirem inteligência própria.

De lá para cá, no entanto, evoluções na ciência da computação precipitaram a chegada desse futuro, e de forma nada ficcional. Com o avanço rápido de novas tecnologias, a grande quantidade de captura e armazenamento de dados (hoje chamada Big Data) e a maior capacidade computacional para o processamento de informações, a IA acabou por determinar novos rumos em pesquisas e uma nova área do conhecimento. Um conhecimento associado à linguagem, inteligência, raciocínio, aprendizagem e resolução de problemas, que se traduz, na ponta, no aprendizado de máquina ou ‘machine learning’.

Um tanto ‘invisível’, a IA já está presente no nosso dia-a-dia. Podemos perceber sua aplicação em pesquisas que fazemos no Google, nos itinerários que traçamos no Waze, nas recomendações de músicas pelo Spotify ou filmes pela Netflix. De maneira rasteira, podemos desvendar a IA nestes casos: algoritmos foram criados para capturar e processar uma grande quantidade de dados (via internet), analisar perfis e preferências de usuários e de grupos similares, e, a partir destas informações processadas, encontrar padrões, prever respostas, identificar tendências e comportamentos, aprender e nos indicar ‘soluções’. 

A Inteligência Artificial se propõe, essencialmente, a desenvolver dispositivos computacionais (artificiais) que simulem e multipliquem a capacidade humana de selecionar, raciocinar, tomar decisões e resolver problemas, ou seja, a capacidade de ser inteligente.

Inteligência Artificial na construção civil

Não há setor da sociedade e do campo produtivo imune às grandes mudanças que estão ocorrendo e as que estão por vir. Embora pesquisas e projetos de tecnologias de IA estejam em pleno vapor, e efetivamente em uso, em vários setores, a construção civil precisa ainda evoluir bastante para que a IA se torne realmente acessível.

Pelo mundo, já existem pesquisas com robôs autônomos capazes de manipular materiais e montar estruturas com precisão, o uso de robôs para tarefas perigosas ou insalubres, ou de máquinas e veículos autônomos no canteiro de obras. Já são possíveis também fiscalizações de obras com sensores remotos instalados em locais críticos, conectados por internet ao controle central do próprio empreendimento. Há ainda avanços significativos no desenvolvimento de dispositivos, sensores e softwares que ajudam no controle e automação de cidades e edifícios inteligentes, ou mesmo no desenvolvimento de novos materiais que auxiliam, por exemplo, o controle da temperatura nos ambientes.

Mas o setor da construção no Brasil tem providenciado a utilização da IA ou projetado sistemas de IA baseados em suas próprias necessidades, em bancos de dados e históricos de informações para poder melhorar sua performance?

A última estação de trabalho das 32 empresas membros da Rede Construção Digital, realizada em 28 de junho de 2018, em São Paulo, refletiu exatamente sobre estas questões. Cesar Taurion (Head & Partner Digital Transformation na Kick Ventures) e Evandro Barros (CEO da Data H) foram os palestrantes especialistas responsáveis por trazer conceitos, informações e casos reais sobre a transformação digital aliada à Inteligência Artificial, enquanto Ricardo Bianca de Melo (Sr. Technical Sales Specialist - Autodesk Brasil) foi o responsável por apresentar a experiência e o case do Autodesk nesta área.

O debate e a dinâmica de grupo com os membros da RCD, após as palestras, estiveram focados praticamente em “como, então, a construção pode se beneficiar com as tecnologias de IA em todas suas etapas, desde a incorporação e projeto até o desenvolvimento de materiais, construção, comercialização, ocupação?”. Como usar a favor as tecnologias de IA em processos para redução de custos, burocracias e fluxos de trabalho, em novas soluções de arquitetura, em automação de cálculos, no desenvolvimento de novos materiais e equipamentos, na elaboração de cidades e edifícios inteligentes e cada vez mais sustentáveis, na comercialização de imóveis, em elaboração e finalização de contratos, no relacionamento com o cliente?

Ao final da estação de trabalho, vários projetos foram apresentados a partir destes questionamentos e votados os que deverão ser analisados pelo grupo de empresas da RCD criado especificamente para trabalhar o tema Inteligência Artificial na construção. O grupo IA (composto pelas empresas Deca, Even, EZTEC, Schneider, Mega Sistemas, Globaltec e CTE) irá analisar os seguintes projetos para possíveis aplicações de IA: viabilidade de projeto generativo, otimização de recursos naturais (água e energia) e qualificação de lead na pré-venda.

Para alimentar todo esse movimento para a transformação digital do setor da construção, objetivo principal da RCD, Luiz Gonzaga (HEAD of Corporate Startse – USA), veio especialmente de São Francisco comentar sobre as Startups do Vale do Silício e apresentar o case Intel Capital, refletindo sobre os desafios do empreendedorismo corporativo em relação ao poder das startups na nova economia.

Veja o vídeo da estação de trabalho da Rede Construção Digital sobre IA

 

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