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Tecnologia 9 de Agosto de 2019

Inteligência artificial, internet das coisas e os desafios da construção civil

A inteligência artificial é a base para diversos sistemas que já estão presentes no nosso cotidiano. Capaz de processar bilhões de informações e transformá-las em dados estruturados, a ferramenta é hoje um dos principais assuntos do mercado, que sempre está em busca de novidades que tragam benefícios para o seu negócio e proporcionem melhores experiências aos seus usuários e clientes.

Por conta disso, os investimentos em IA não param. Segundo levantamento do Gartner, líder mundial em pesquisa e aconselhamento sobre tecnologia, no ano passado 75% das empresas investiram ainda mais em tecnologia para melhorar a experiência do cliente. O Google, por exemplo, criou um sistema de ligações por meio da IA, cujo objetivo é fazer com que a Google Assistente seja capaz de falar ao telefone com seres humanos de forma autônoma em ações que envolvam compromissos, como reservar um horário em restaurante.

Outro exemplo de uso da IA é a Alexa, assistente de voz da Amazon. Recentemente, a empresa anunciou que começará a realizar testes no Brasil e que, dentre as funcionalidades disponíveis estarão responder algumas perguntas, tocar música, ler notícias e informar as condições do tempo. No Reino Unido, os dispositivos equipados com a Alexa oferecerão informações sobre saúde aos usuários britânicos. A assistente virtual responderá perguntas aprovadas pelos profissionais da NHS sobre sintomas de gripe, como tratar enxaqueca e outras questões básicas.

Mas e a construção civil? Como pode se beneficiar com a IA? Segundo o estudo “Artificial Intelligence: Construction technology’s next frontier”, da McKinsey&Company,  o impacto dessa ferramenta depende da disponibilização de dados corretos. Assim, os líderes do setor devem empreender esforços contínuos de digitalização, o que inclui investir nas ferramentas e recursos certos para coleta e processamento de dados, como infraestrutura de nuvem e análise avançada. Ainda de acordo com o relatório da McKinsey, as empresas que investem na digitalização e já utilizam programas para coletar e processar dados são 50% mais propensas a gerar lucro.

Pelo mundo, já existem pesquisas com robôs autônomos para manipular materiais, montar estruturas com precisão e realizar tarefas perigosas ou insalubres. Há ainda dispositivos, sensores e softwares que ajudam no controle e automação de cidades e edifícios inteligentes, ou mesmo no desenvolvimento de novos materiais que auxiliam no controle da temperatura nos ambientes.

Entretanto, vale ressaltar que a aplicação da IA na construção ​​não envolve apenas o uso de robôs para projetar tijolos ou dirigir caminhões, mas também como os dados podem resolver os maiores desafios e melhorar a eficiência e a produtividade do setor. A ferramenta contribui, por exemplo, para realizar testes sobre a viabilidade das soluções e a eficácia dos materiais, melhorar a coordenação da cadeia de suprimentos, controlar seus custos e o fluxo de dinheiro e otimizar o planejamento e o cronograma do projeto.

São muitas as possibilidades e desafios para a construção civil. Nos próximos anos, a tecnologia transformará radicalmente o setor e, por este motivo, a Rede Construção Digital (RCD) promove o acesso de empresas do ramo às novas tecnologias e compartilha experiências com fornecedores de soluções de TI, projetistas, fabricantes, incorporadoras e construtoras. Afinal, o futuro parece brilhante para quem for capaz de adotar a análise de dados e novas tecnologias para inovar como construímos as coisas.