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Inovação 25 de Julho de 2019

Conheça a jornada da AG (Andrade Gutierrez)

Saiba como uma das maiores construtoras do país vem transformando os seus processos para o open Innovation

O caminho é longo, mas o investimento em ações direcionadas à inovação aberta tem proporcionado resultados positivos para a AG (Andrade Gutierrez). A empresa sempre esteve preocupada com o aumento da eficiência de seus processos e com a redução de desperdícios em suas obras, mas as iniciativas eram pontuais, dispersas entre suas unidades de negócio. No entanto, desde 2010, a AG vem concentrando esforços ao adotar o lean thinking como método de suporte às mudanças que escolheu promover. A mudança cultural promovida pelo lean é gradual, mas a preocupação, eficiência, produtividade e tecnologia nunca foram tão fortes.

Segundo o gerente de inovação da AG, André Medina, para aperfeiçoar os processos de lean thinking dentro da organização, em 2014 foi criado o Sistema One de Excelência, que estruturou as ações em um conjunto de sistemas de gestão e produção, métodos e ferramentas. “É um trabalho de excelência operacional, com o objetivo de as obras serem entregues conforme o planejado. Cuidamos dia a dia da obra, do tempo e do custo para trazer melhorias, e fazer da forma mais otimizada possível.”

Na prática, a AG conta com consultores de excelência em suas obras, profissionais dedicados a observar quais são os processos que não estão otimizados e, em conjunto com a equipe de obra, trazer ideias de melhoria. “Eles são responsáveis por mapear onde a obra não está sendo produtiva, onde é possível diminuir custos, reduzir desperdícios, e apoiar os profissionais da operação na implantação das ideias mais promissoras”, conta. 

De acordo com o gerente, há um mecanismo chamado Plano de Captura de Valor (PCV), em que as ideias de melhoria dos colaboradores vão sendo registradas, priorizadas e amadurecidas, em busca de retorno financeiro. “No ano passado, foram mais de 600 iniciativas dentro desse plano”, conta. Além disso, a AG tem uma equipe de engenharia de construção, focada em desenvolver soluções de engenharia para as suas obras. 

Dentro da proposta de inovação da AG, existem outras ações que visam solucionar problemas do setor de construção pesada. Em 2016, por exemplo, a empresa montou internamente uma equipe focada no estudo e desenvolvimento da metodologia BIM (Modelagem da Informação da Construção), processo de projeto integrado que explora colaborativamente as características físicas e digitais de uma obra em formato digital. 

Em 2017, promoveu sua primeira experiência com open innovation: o Digital Day foi um evento para chamada de startups com o objetivo de solucionar desafios específicos de uma de suas obras. “Buscamos soluções para construir linhas de transmissão. Na ocasião, selecionamos 12 startups”, afirma o gerente.

Já o Vetor AG nasceu em 2018. Trata-se de um programa de aceleração de startups focado em testar, em campo, tecnologias que visam a redução de custo, mão de obra e tempo de obra. No primeiro ciclo, realizado no ano passado, foram selecionadas 7 construtechs: Construcode, Controller, Lesense, Levitar Drone Intelligence, Magalhães Gomes, Rio Analytics e Maply. 

Durante cinco meses de residência na sede da Andrade Gutierrez, em São Paulo, essas startups tiveram disponível a infraestrutura física para trabalhar, apoio de profissionais de diversas áreas da AG e acesso a mentores e treinamentos ministrados por especialistas. O objetivo foi validar técnica e economicamente as soluções propostas pelas startups visando torná-las fornecedoras da AG. 

Para 2019, estão programadas mais duas chamadas do Vetor AG. “Temos uma missão grande na área de inovação, que é uma das principais estratégias da empresa. Além dos programas de aceleração, vamos dar continuidade ao fast track (conexão direta entre áreas da AG e soluções mais maduras de startups) e trabalhar a digitalização da empresa. Há ideias ambiciosas para mudar o setor: novas formas de construção e novos materiais”, afirma Medina. A meta da AG entre 2018 a 2020 é se tornar uma lean company e ser reconhecida por sua tecnologia de ponta.

 

 

Veja quais são os serviços oferecidos pelas startups aceleradas pela AG em 2018:

 

Construcode – Oferece um software de gestão de projetos de construção que converte plantas em etiquetas acessíveis por celulares e tablets, eliminando projetos impressos e aumentando a produtividade.

Controller – Disponibiliza um aplicativo de gerenciamento por meio da digitalização, coleta e análise da grande quantidade de dados gerados em uma obra. Os dados são enviados para uma plataforma onde é possível realizar análises, relatórios, permitindo uma visão estratégica do projeto.

Lesense – Realiza o monitoramento instantâneo de umidade do solo antes da compactação. Utiliza o conceito de Internet das Coisas (IoT) e une sensores de umidade do solo, tecnologias de coletores de dados de sensores e software de monitoramento de operação. Os dados são enviados para uma nuvem por meio de WIFI ou GPRS.

Levitar Drone Intelligence – Conta com a solução “Drone as a Service”. Operação profissional e segura com drones, sensoriamento de alta precisão, coleta de dados inteligente, análise de dados e dashboard para tomada de decisão.

Magalhães Gomes – Oferece sistema de imantação em linha de produção de concreto focado na mudança do comportamento da água de amassamento e com modificações do estado fresco (trabalhabilidade e coesão) e do estado endurecido (resistência à compressão e retração). 

Maply – Apresenta uma plataforma online de processamento de imagens captadas por drones de baixo custo para a criação de mapas e modelos de visualização, análise e compartilhamento. 

RIO Analytics – Com soluções de inteligência artificial, busca reduzir os custos de downtime (período de inatividade da empresa) e ineficiências de produção de ativos industriais. Utiliza algoritmos inteligentes que são disponibilizados em um aplicativo pelo qual é possível acompanhar as operações em tempo real e verificar alarmes informando sobre desvios na operação.